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TSE retoma caso do PSC e pode definir futuro de Wellington do Curso e Fernando Braide

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciará nesta sexta-feira (5) a análise do recurso apresentado pelos deputados estaduais Wellington do Curso (sem partido) e Fernando Braide (Solidariedade), além do PSC, contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) que cassou os mandatos dos parlamentares por fraude à cota de gênero nas eleições de 2022.

Wellington do Curso e Fernando Braide

O julgamento acontece em sessão híbrida e permanece no Plenário Virtual até o dia 12 de dezembro. A movimentação ocorre após o ministro André Mendonça, relator do caso, rejeitar um novo pedido das defesas para adiar a apreciação do processo.

Os advogados dos deputados solicitaram mais uma vez o “destaque”, mecanismo que levaria a discussão para o formato presencial. O ministro, no entanto, entendeu que a justificativa apresentada — a necessidade de “esclarecimentos fáticos” — não era suficiente para a retirada do processo da pauta.

TENTATIVAS DE ADIAMENTO

A disputa judicial se arrasta desde agosto, quando o caso entrou pela primeira vez na pauta do TSE. Na ocasião, um pedido de destaque feito pelas defesas retirou o recurso do ambiente virtual e adiou sua conclusão, que estava prevista para o início de setembro.

Após quase quatro meses, o processo voltou à agenda, mas novamente os parlamentares tentaram levá-lo ao julgamento presencial. O ministro André Mendonça, entretanto, negou a solicitação nesta terça-feira (2), mantendo o início da análise para o dia 5.

DECISÃO DO TRE E ACUSAÇÕES

O recurso busca reverter a decisão do TRE-MA, que condenou o PSC por utilizar uma candidatura feminina fictícia em sua chapa de deputado estadual em 2022, com o objetivo de cumprir o percentual mínimo de candidatas exigido pela legislação eleitoral. A fraude, segundo a corte regional, configurou o uso de “candidatura laranja”.

Por maioria — cinco votos a dois —, o TRE-MA determinou a anulação de todos os votos da legenda para o cargo, o que resultou na perda dos mandatos de Wellington do Curso e Fernando Braide. A condenação só foi proferida no final de 2024 devido a uma série de incidentes processuais que prolongaram o julgamento na instância estadual.

Os advogados dos parlamentares insistem que não houve qualquer irregularidade e defendem que as mulheres investigadas participaram efetivamente da disputa eleitoral.

IMPACTOS POSSÍVEIS

Com o julgamento em andamento no TSE, três cenários estão em aberto:

1. Manutenção da cassação — O Tribunal confirma a decisão do TRE-MA, anulando os votos do PSC e afastando os deputados. Nesse caso, haverá novo cálculo dos quocientes eleitoral e partidário, o que pode alterar a composição da Assembleia Legislativa do Maranhão.

2. Reforma da decisão — Os ministros reconhecem inexistência de fraude e restabelecem os mandatos.

3. Determinações adicionais — A Corte pode apontar falhas processuais e devolver pontos para reexame na instância inferior.

OUTRO PROCESSO SEMELHANTE

Além do PSC, o Podemos também é alvo de ação no Maranhão por suspeita de fraude à cota de gênero na eleição de 2022. No entanto, no caso da legenda, o TRE-MA decidiu pela absolvição unânime.

O PSD, que apresentou as denúncias contra ambos os partidos, recorreu ao TSE também nesse processo, que está igualmente sob relatoria do ministro André Mendonça. Ainda não há previsão de julgamento.

Maranhao Metropoles

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