
SÃO DOMINGOS DO MARANHÃO – O que se vê hoje no Hospital Municipal Carlos Macieira não é apenas falta de gestão; é um crime contra a dignidade do povo de São Domingos do Maranhão. Enquanto o Instituto Viver engorda suas contas com repasses que já ultrapassam a marca dos R$ 55 milhões, a realidade dentro da unidade de saúde é de horror: pacientes sendo carregados no colo por falta de cadeiras de rodas e uma triagem fantasma que impede o atendimento médico.
Triagem da Morte
Vídeos que circulam nas redes sociais e que chegaram à redação do Metrópole Maranhãomostram o desespero de quem busca socorro. O protocolo é cruel: os médicos só atendem quem passa pela triagem, mas não há técnicos de enfermagem ou enfermeiros qualificados em número suficiente para realizar o procedimento. O resultado? Filas de agonia onde pessoas com enfermidades graves e doenças terminais esperam por um atendimento que nunca chega.
É inadmissível que um município que já destinou mais de R$ 55.000.000,00 (cinquenta e cinco milhões de reais) ao Instituto Viver sob a gestão do prefeito Kleber Tratorzão, não tenha o básico. Como mostramos em matérias anteriores [(relembre aqui as suspeitas de folha paralela)], esse instituto é alvo de investigações que apontam contratos de mais de R$ 250 milhões em todo o estado. Em São Domingos, o dinheiro parece evaporar antes de chegar à ponta, faltando desde medicamentos simples até o mobiliário básico para transporte de doentes.
O silêncio do prefeito e da Secretaria Municipal de Saúde diante das imagens de pessoas sendo carregadas nos braços é ensurdecedor. O blog buscou contato com a administração municipal para questionar por que, mesmo com repasses milionários, a mão de obra é escassa e a estrutura é precária. Até o momento, nenhuma resposta foi enviada.
Será que o dinheiro do povo está sendo investido em saúde ou apenas preenchendo os bolsos de uma estrutura duvidosa? O Metrópole Maranhãocontinuará cobrando respostas. A população de São Domingos exige respeito e o Ministério Público precisa olhar para o que está acontecendo com os recursos do Hospital Carlos Macieira.