Sede de Dignidade: Povoado Sumaúma Sofre com Descaso e Falta d’Água em São Domingos do Maranhão

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Em pleno século 21, enquanto o mundo discute inovações tecnológicas e progresso, os moradores do Povoado Sumaúma, em São Domingos do Maranhão, enfrentam uma realidade medieval: a ausência total de água nas torneiras. O cenário de descaso tem paralisado a rotina da comunidade e gerado um impacto humano devastadora a mais de 9 dias sem água.

O Colapso do Cotidiano

A falta de infraestrutura básica não afeta apenas a higiene; ela fere o futuro da região. O impacto mais visível está na educação. Escolas da localidade registram ausências em massa, pois as crianças não têm água sequer para o banho matinal ou, o que é mais grave, para saciar a sede durante o dia.

“É um crime contra a infância. Como pedir que uma criança estude e aprenda se ela não tem o básico para sobreviver em casa?”, questiona um morador que preferiu não se identificar.

Impactos Imediatos na Comunidade:

Educação em xeque: Evasão escolar forçada pela falta de saneamento.

Saúde Pública: Risco iminente de doenças devido ao uso de fontes de água não tratadas.

Dignidade Humana: Famílias inteiras impossibilitadas de realizar tarefas domésticas simples.

Um Silêncio que Envergonha

A população de Sumaúma clama por respostas. O que se vê é um contraste doloroso entre o discurso político e a realidade de baldes vazios e gargantas secas. O acesso à água é um direito humano fundamental reconhecido pela ONU, mas que parece não ter chegado aos limites geográficos deste povoado maranhense.

A negligência das autoridades competentes não é apenas uma falha administrativa, é uma escolha política que mantém cidadãos invisíveis. Até que o problema seja resolvido, o Povoado Sumaúma segue resistindo, mas com a paciência — e a saúde — no limite.