Crise Hídrica em São Domingos: Esposa de Secretário detona descaso no Povoado Sibrazen

Compartilhe nas redes sociais

Screenshot

SÃO DOMINGOS DO MARANHÃO – O que era para ser um serviço básico tornou-se um artigo de luxo e motivo de humilhação para os moradores do povoado Sibrazen. Há mais de uma semana, a comunidade sofre com a interrupção total no fornecimento de água do poço local, mergulhando a região em uma crise que parece não ter fim à vista.

O caso ganhou repercussão após um desabafo contundente nas redes sociais feito pela esposa do próprio Secretário de Cultura do município. Em um vídeo carregado de indignação, ela expôs as vísceras de um problema que atinge a todos, sem distinção, mas que, segundo relatos, estaria sendo gerido com base no favoritismo.

A rotina dos moradores mudou drasticamente. Agora, o cenário comum nas calçadas de Sibrazen não é mais o de vizinhos conversando, mas o de caixas d’água enfileiradas nas portas, à espera de uma “boa vontade” que demora a chegar.

“Quem quer água agora tem que esperar a boa vontade de mandarem um carro-pipa”, relata a denunciante, ecoando o sentimento de centenas de famílias que se sentem invisíveis para o poder público

A denúncia levanta pontos alarmantes sobre a gestão da crise:

Favoritismo: Há relatos de que o envio de carros-pipa estaria privilegiando apenas pessoas próximas ao prefeito, deixando o restante da população à própria sorte.

Inércia da Empresa Licitada: A empresa responsável pela manutenção do poço é o principal alvo das críticas. Segundo os moradores, não há revisões técnicas e as respostas são sempre evasivas: “Amanhã nós vamos”, um amanhã que nunca chega.

Humilhação: Moradores afirmam que a situação chegou ao extremo de precisarem “implorar” por um balde de água.

Até o momento, a prefeitura e a empresa terceirizada não apresentaram um cronograma definitivo para o conserto do poço ou para a normalização do abastecimento via rede. Enquanto isso, o povoado de Sibrazen segue castigado pelo sol e pela sede, dependendo de promessas vazias e de um sistema de distribuição de água que parece ignorar a dignidade humana.