SÃO DOMINGOS DO MARANHÃO – Um verdadeiro “nó” nas contas públicas da Câmara Municipal de São Domingos do Maranhão vem ganhando repercussão e levantando sérias dúvidas sobre a transparência da gestão atual. Documentos oficiais revelam que um contrato de quase R$ 1 milhão foi firmado para reformas, mas o presidente da Casa, Francisco Vieira da Silva, afirma publicamente ter utilizado apenas uma fração mínima do valor.
De acordo com o extrato de publicação do Processo Administrativo nº 35 (Concorrência nº 01), a Câmara Municipal contratou a empresa E. N. BEZERRA LTDA para serviços de manutenção preventiva e corretiva no prédio da sede legislativa. O valor exato do lance vencedor, homologado em julho de 2025, foi de R$ 803.303,39.
A polêmica ganhou força após uma sessão plenária onde o Presidente Francisco Vieira da Silva declarou que gastou apenas 10% desse montante (cerca de R$ 80 mil) para realizar reformas que incluíram o banheiro, a cozinha e o muro da instituição.
A pergunta que ecoa na cidade e entre os parlamentares é direta: Se o contrato prevê R$ 803 mil e o presidente afirma ter gasto apenas R$ 80 mil, onde está o restante do recurso?São mais de R$ 720 mil reais que figuram em documentos oficiais, mas que, segundo a própria fala do gestor, não teriam sido integralmente aplicados na obra citada.
Em tom de desabafo e desafio, o presidente afirmou durante a sessão que o Ministério Público “pode chamá-lo” para prestar esclarecimentos, assegurando que sua consciência está tranquila. Ele sustenta a narrativa de que é vítima de uma perseguição política arquitetada por colegas de parlamento.
Entretanto, o discurso de “gestor austero” e “honesto” também é colocado em xeque no que diz respeito ao uso de combustível. Enquanto o presidente afirma pagar o combustível do próprio bolso para economizar recursos da Casa, vereadores da oposição apontam contradições e cobram uma prestação de contas detalhada que comprove a origem e o destino das verbas de custeio do gabinete da presidência.
A discrepância entre o valor empenhado no papel e o valor declarado verbalmente pelo gestor abre margem para investigações sobre possível superfaturamento ou erro grave de planejamento orçamentário. Em um cenário de escassez de recursos, a diferença de mais de R$ 700 mil reais exige uma explicação técnica, e não apenas política.
A redação do blog segue acompanhando o caso e deixa o espaço aberto para que a presidência da Câmara Municipal apresente as notas fiscais e os termos de medição que comprovem a real aplicação do saldo remanescente do contrato de R$ 803 mil.
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