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O Coco Babaçu: Uma Riqueza do Maranhão que Merece Ser “Desembrulhada”


Em recente publicação no Instagram, o ex-senador e pré-candidato ao Senado Roberto Rocha destacou o coco babaçu como um “presente de Deus” ainda pouco valorizado, mas que pode ser uma fonte de desenvolvimento para o Maranhão. De fato, o babaçu (ou Attalea speciosa) é uma palmeira nativa da região Nordeste e da Amazônia, com destaque no Maranhão, onde suas potencialidades vão desde a alimentação até a indústria cosmética e energética.

Abaixo, os principais derivados do coco babaçu que comprovam sua importância econômica e sustentável:

1. Azeite de Babaçu

  • Extraído das amêndoas, é rico em ácidos graxos (como láurico e mirístico), sendo usado na culinária regional.
  • Aplicações industriais: produção de sabões, margarinas e até biocombustíveis.
  • Benefícios à saúde: propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

2. Mesocarpo (Farinha de Babaçu)

  • Polpa do coco transformada em farinha nutritiva, usada em bolos, mingaus e vitaminas.
  • Fonte de fibras, cálcio e ferro, podendo combater a desnutrição.

3. Carvão e Biomassa

  • A casca do coco é aproveitada para produzir carvão vegetal de alta qualidade.
  • Usado como fonte de energia sustentável em indústrias e residências.

4. Artesanato e Utilidades Domésticas

  • As folhas (palhas) viram esteiras, cestas e telhados de casas.
  • O endocarpo (casca dura) é transformado em artigos decorativos ou como base para carvão ativado.

5. Cosméticos e Sabonetes

  • O óleo de babaçu é usado em cremes, shampoos e sabonetes por sua ação hidratante e cicatrizante.
  • Empresas maranhenses já comercializam linhas de beleza com o produto.

6. Ativismo das Quebradeiras de Coco

  • O extrativismo do babaçu é sustentável e fortalece comunidades tradicionais, especialmente as quebradeiras de coco, mulheres que lutam pelo direito de acesso às palmeiras.
  • Leis estaduais (como a “Lei do Babaçu Livre”) buscam proteger essa atividade.

Apesar do potencial, Roberto Rocha destacou a necessidade de políticas públicas para:

  • Industrialização local (evitando a exportação da matéria-prima bruta).
  • Fomento à pesquisa para inovar em derivados.
  • Apoio às quebradeiras, garantindo fair trade e infraestrutura.

O babaçu é, de fato, uma riqueza a ser “deslumbrada”. Com investimentos e valorização da cadeia produtiva, pode gerar emprego, renda e sustentabilidade para o Maranhão – confirmando a visão do ex-senador.


Maranhao Metropoles

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