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Gerente da Sinart ostenta viagens internacionais e luxo nas redes

A denúncia de suposta venda de espaços públicos na rodoviária de São Luís continua repercutindo nos bastidores da Sociedade Nacional de Apoio Rodoviário e Turístico LTDA – SINART e da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), responsável pelo terminal de embarque e desembarque.

O gerente da empresa que administra o local, Diego Lavor, teria levado uma vida de luxo considerada “incompatível” com o seu salário de pouco mais de R$ 7 mil mensais, conforme dados obtidos pela reportagem. Viagens de internacionais em destinos paradisíacos, como Punta del Este, no Uruguai; e Buenos Aires, na Argentina chamaram a atenção dos colegas de trabalho e geraram questionamentos sobre suas fontes de renda.

De acordo com os permissionários que trabalham no local, “a informação que circula na rodoviária é que o gerente da Sinart levaria uma vida luxuosa ‘incompatível’ com o salário que recebe da empresa”.

Em um anúncio na internet, constatamos que um pacote de viagens com dois para a Argentina não sai por menos de R$ 11 mil reais. Já para o Uruguai, varia entre R$ 9 a R$ 10 mil reais. O total das viagens somente aos dois países não sairiam por menos de R$ 20 mil. Contudo, o custo não inclui o transporte, alimentação e nem o roteiro ao município de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, que foi um dos destinos da ‘ostentação’.

Levantamento da reportagem mostra que uma única viagem para a Argentina, com direito a acompanhante, não sai por menos de R$ 11 mil. Para o Uruguai, os pacotes variam entre R$ 9 mil e R$ 10 mil. Somadas, as duas escapadas internacionais ultrapassam facilmente os R$ 20 mil — e isso sem incluir passagens internas, alimentação em restaurantes badalados, hospedagem de alto padrão e o giro ostentatório por Balneário Camboriú, em Santa Catarina, outro destino de alto custo frequentado por Diego Lavor.

A pergunta que ecoa entre permissionários e funcionários da rodoviária é simples e direta: de onde vem tanto dinheiro? A resposta, até agora, ninguém se atreve a dar. Mas a suspeita de que algo podre se esconde por trás da fachada de gerente exemplar ganha força a cada nova imagem publicada nas redes sociais, enquanto a MOB assiste a tudo em silêncio constrangedor.

A pressão cresce nos corredores da Sinart e da MOB. A permanência de Diego Lavor no cargo já causa desconforto, e a omissão das autoridades começa a soar como conivência. Enquanto isso, os espaços públicos da rodoviária seguem sendo tratados como mercadoria de balcão — e o povo paga a conta.

Maranhao Metropoles

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